quinta-feira, 21 de outubro de 2010

HUMILDADE... pela certa!

«Quem quer passar por Deus, sendo homem, não imita Aquele que, sendo Deus, se fez homem. Na verdade, ninguém te diz: «Sê um pouco menos do que o que és», mas sim: «Conhece o que és». Conhece que és enfermo, conhece que és homem, conhece que és pecador; conhece-te manchado, porque é Ele que justifica. Apareça na tua confissão a mancha do teu coração e pertencerás ao rebanho de Cristo. Porque a confissão dos pecados convida o Médico que te vai curar, do mesmo modo que repele o médico aquele que na sua doença diz: «Estou são». Não tinham subido ao templo o fariseu e o publicano? Aquele gloriava-se da sua saúde, este mostrava as suas chagas ao médico. O primeiro dizia: «Oh Deus! Eu te dou graças porque não sou como este publicano». Gloriava-se por cima do outro. Por isso, se aquele publicano estivesse são, o fariseu teria inveja dele porque não teria sobre quem se elevar. ... Portanto, não estava são. Mas, uma vez que se dizia são, não desceu curado. O outro, pelo contrário, de olhos por terra e não se atrevendo a elevá-los ao céu, batia no peito, dizendo: «Oh Deus! Sede-me propício, porque eu sou pecador!» E que diz o Senhor? «Em verdade vos digo que desceu justificado do templo o publicano e não o fariseu; porque todo aquele que se eleva será humilhado e quem se humilha será elevado».

(S. Agostinho, Sermão 137, 4)

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