sexta-feira, 31 de maio de 2013

Festa da Solenidade do Corpo e Sangue do Senhor


 
«Então Jesus tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao Céu e pronunciou sobre eles a bêncão. Depois partiu-os e deu-os aos discípulos, para eles distribuírem pela multidão. Todos comeram e ficaram saciados». Lucas 9.
 
 
No centro da Solenidade deste domingo está  a celebração de Deus que alimenta o seu povo e que, no seu Filho, dá-lhe o alimento supremo e eterno, quer a grande Eucaristia dos crentes.
Para exprimir esta oração de louvor e de agradecimento, que dirigimos ao Senhor acolhendo o dom do seu amor, a Escritura emprega duas palavras: a bênção (primeira leitura) e a ação de graças (segunda leitura).
Estas duas dimensões de oração estão intimamente ligadas e devem habitar a nossa vida para além da missa, para testemunhar todo o amor com o qual Cristo ama os homens (Evangelho).
A Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo é a festa da Pessoa de Cristo. Ao levantarmos os olhos para o Pão e o Vinho consagrados, só podemos dizer: «É mesmo Ele! Meu Senhor e meu Deus!»


Horários de Arouca
Sabádo, missa vespertina as 18H00.
Missa as 08H25.
Missa as 11H00 com profissão de fé
adoração ao Santíssimo sacramento das 12H00 até as 18H00.
procissão as 18H00.
 
 

sexta-feira, 17 de maio de 2013

 
Este fim de semana, nas paróquias De Arouca, Santa Eulália, Rossas, vai decorrer a festa do Pai Nosso.
 

 
 
Domingo de Pentecostes
 
" Ide por todo o mundo e anunciai o evangelho"
 
Sabádo as 21H30.
 Encontro vicarial de Adoração ao Santíssimo na Igreja paroquial de Arouca.
 
É uma palavra que vem do grego e significa "qüinquagésimo". É o 50° dia depois da Páscoa. É a solenidade da vinda do Espírito Santo. Junto com Natal e Páscoa, forma o tripé mais importante do Ano Litúrgico. Esse detalhe ajuda a compreender por que Pentecostes pertence ao Ciclo da Páscoa.
Qual é a cor litúrgica de Pentecostes e seu significado?
O vermelho domina essa solenidade, associado ao fogo, símbolo do amor. 0 Espírito Santo é chamado de "Espírito do amor".
Como surgiu a festa de Pentecostes?
Antes de ser uma festa dos cristãos, Pentecostes foi festa dos judeus, e sua origem se perde nas sombras do passado. Antes de se chamar assim, tinha outros nomes, e era uma festa agrícola. Em Êxodo 23,14-17 é chamada de festa da Colheita, a festa dos primeiros feixes de trigo colhidos. Em Êxodo 34,22 é chamada de festa das Semanas. Por que "festa das semanas"? A explicação é dada pelo Levítico (23,15-21): calculavam-se 7 semanas a partir do inicio da colheita do trigo. 7 semanas = 49 dias.
Com o tempo, ela perdeu sua ligação com a vida dos agricultores, recebeu o nome grego de Pentecostes e se tomou festa cívico-religiosa. No tempo de Jesus, celebrada 50 dias apos a Páscoa, ela recordava a dia em que no Monte Sinai, Deus entregou as tábuas da Lei a Moises. Os Atos dos Apóstolos fazem coincidir a vinda do Espírito Santo com a festa judaica de Pentecostes.
 
Qual a mensagem de Pentecostes?
A mensagem vem , sobretudo das leituras dessa solenidade, que são sempre as mesmas: Atos 2,1-11; 1 Coríntios 12,3b-7.12-13; João 20,19-23. Eis alguns temas que deveriam ser aprofundados. 1. O supremo dom do Pai e de Jesus a humanidade é o Espírito Santo. 2. Soprando sobre os discípulos, Jesus esta recriando a humanidade mediante o sopro do Espírito. 3. Recebendo o Espírito de Jesus, os cristãos recebem igualmente a mesma missão. 4. O Espírito é dado a todos. Ninguém fica sem ele, e ninguém o possui plenamente. 5. O Espírito leva a humanidade a formar uma só família, no amor, diferentemente de Babel-confusão, em que as pessoas não se entendem.

segunda-feira, 6 de maio de 2013


FÉ, ARTE E CULTURA UNIDAS PELA MÚSICA

Integrado no Ano da Fé e inserido num belo cenário de arte sacra, como o é a magnífica igreja do Mosteiro de Arouca, teve lugar no dia 4 de maio, um Concerto musical que reuniu mais de uma centena de vozes e que foram acompanhadas pela Orquestra Per Gaya da Escola de Música de Perosinho, dirigida pelo maestro João Costa.
Foram interpretados vários trechos de música sacra de importantes compositores, tais como, entre outros, Haendel, Vivaldi, Mozart, Gounod e Cesar Franck. Algumas dessas peças tiveram a participação vocal dos solistas Vítor Sousa, Miguel Rodrigues, Luísa Barriga e Maria João Gomes.
Expressão de unidade na fé foi, não só a presença do bispo auxiliar do Porto, D.João Lavrador, neste concerto, como também a possibilidade que este evento permitiu de congregar quase todos os grupos corais que animam as celebrações nas comunidades paroquiais do concelho de Arouca, totalizando mais de uma centena de vozes, que cantaram, em uníssono, o “Credo Domine” do Pe. Cartagena e que foi eleito como Hino do Ano da Fé.
O concerto terminou com a interpretação do Hino à Rainha Santa Mafalda de Arouca, num arranjo musical do compositor Paulo Bernardino, organista da capela da Universidade de Coimbra.
Ainda dentro das festividades da Rainha Santa e no ano em que ocorrem 220 anos da sua beatificação, este hino, interpretado mesmo em frente ao seu altar, constituiu uma bela homenagem à padroeira de Arouca, cuja memória, permanece, desde há séculos, ligada à história deste Mosteiro e cuja devoção continua viva no coração dos seus devotos.
Além de uma manifestação de fé, expressa através da música e do canto coral, este concerto, organizado pelo Grupo Coral de Urrô, foi também uma expressão de evangelização da qual a música pode, e deve também ser, um importante veículo nos tempos em que vivemos.
A beleza do cenário em que decorreu este concerto, a sonoridade vibrante das vozes dos coralistas e a harmonia dos instrumentistas que as acompanharam, proporcionaram um ambiente de beleza e de espiritualidade que, certamente, encheu a alma e elevou o espírito de quantos tiveram o privilégio de assistirem a esta manifestação de fé, de arte e de cultura, no Mosteiro de Arouca.

 
 
José Cerca

Rainha Santa, vinde valer-nos! Nesta hora incerta de sombra e luz.

Foi com este apelo, vibrantemente cantado diante do altar da Padroeira de Arouca, e junto ao seu túmulo-relicário, pelos numerosos fiéis que encheram completamente a igreja do Mosteiro de Arouca que, no passado dia 2 de maio, se encerraram as cerimónias religiosas em honra da Rainha Santa Mafalda.
O ponto central das festividades foi a Eucaristia solene, presidida pelo Bispo Auxiliar do Porto, D.João Lavrador, concelebrada por 10 sacerdotes e um diácono permanente e que foi transmitida em direto pela Rádio Regional de Arouca. A animação musical da celebração esteve a cargo do Grupo Coral de Urrô que foi acompanhado ao órgão de tubos pelo prof. Nicolas Roger, organista titular do Mosteiro. Mais uma vez se fez representar nesta festa uma delegação do Mosteiro de Lorvão, que, este ano, veio acompanhada do seu pároco.
Além da Ordem de Malta, esteve também presente, nesta festa, um grupo de freiras cistercienses, e de outras ordens religiosas, que vieram participar na mostra de doçaria conventual, integrada no evento “Cister, saberes e sabores” que decorreu em Arouca de 1 a 5 de maio.
Durante a homilia, D.João Lavrador lembrou que “celebrar a festa da Rainha Santa Mafalda é reconhecer a verdade do amor de Deus revelado em Jesus Cristo, presente na vida e na ação desta grande mulher, por isso elevada à glória da santidade.”
E embora a vida e a ação de Santa Mafalda se situem em contextos distintos dos atuais, o Bispo auxiliar do Porto lembrou que “o exemplo de Santa Mafalda é iluminador para a nossa vida, no contexto da cultura atual.” E concluiu que a vida de Santa Mafalda é, “no seu conjunto, nas suas palavras, nos seus gestos, no seu estilo, nas suas convicções e prioridades, exemplo de evangelização.”
Depois da Missa seguiu-se a adoração ao SS.mo que terminou, no final da tarde, com a procissão solene pelas ruas da vila de Arouca, acompanhada, não só por uma grande multidão de fiéis, mas também pelos sons da Banda Musical de Arouca e pelas diversas irmandades do Concelho.
 
Celebrada em plena época de crise, mas com saberes e sabores de Cister, a festa em honra da Rainha Santa, no ano em que ocorrem 220 anos da sua beatificação, foi uma grande jornada de fé, de cultura e de tradição popular que trouxe a Arouca milhares de devotos que vieram implorar a sua proteção nesta “hora incerta de sombra e luz”.

José Cerca