segunda-feira, 6 de maio de 2013


Rainha Santa, vinde valer-nos! Nesta hora incerta de sombra e luz.

Foi com este apelo, vibrantemente cantado diante do altar da Padroeira de Arouca, e junto ao seu túmulo-relicário, pelos numerosos fiéis que encheram completamente a igreja do Mosteiro de Arouca que, no passado dia 2 de maio, se encerraram as cerimónias religiosas em honra da Rainha Santa Mafalda.
O ponto central das festividades foi a Eucaristia solene, presidida pelo Bispo Auxiliar do Porto, D.João Lavrador, concelebrada por 10 sacerdotes e um diácono permanente e que foi transmitida em direto pela Rádio Regional de Arouca. A animação musical da celebração esteve a cargo do Grupo Coral de Urrô que foi acompanhado ao órgão de tubos pelo prof. Nicolas Roger, organista titular do Mosteiro. Mais uma vez se fez representar nesta festa uma delegação do Mosteiro de Lorvão, que, este ano, veio acompanhada do seu pároco.
Além da Ordem de Malta, esteve também presente, nesta festa, um grupo de freiras cistercienses, e de outras ordens religiosas, que vieram participar na mostra de doçaria conventual, integrada no evento “Cister, saberes e sabores” que decorreu em Arouca de 1 a 5 de maio.
Durante a homilia, D.João Lavrador lembrou que “celebrar a festa da Rainha Santa Mafalda é reconhecer a verdade do amor de Deus revelado em Jesus Cristo, presente na vida e na ação desta grande mulher, por isso elevada à glória da santidade.”
E embora a vida e a ação de Santa Mafalda se situem em contextos distintos dos atuais, o Bispo auxiliar do Porto lembrou que “o exemplo de Santa Mafalda é iluminador para a nossa vida, no contexto da cultura atual.” E concluiu que a vida de Santa Mafalda é, “no seu conjunto, nas suas palavras, nos seus gestos, no seu estilo, nas suas convicções e prioridades, exemplo de evangelização.”
Depois da Missa seguiu-se a adoração ao SS.mo que terminou, no final da tarde, com a procissão solene pelas ruas da vila de Arouca, acompanhada, não só por uma grande multidão de fiéis, mas também pelos sons da Banda Musical de Arouca e pelas diversas irmandades do Concelho.
 
Celebrada em plena época de crise, mas com saberes e sabores de Cister, a festa em honra da Rainha Santa, no ano em que ocorrem 220 anos da sua beatificação, foi uma grande jornada de fé, de cultura e de tradição popular que trouxe a Arouca milhares de devotos que vieram implorar a sua proteção nesta “hora incerta de sombra e luz”.

José Cerca


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