sexta-feira, 17 de julho de 2009

Pão e circo...

Pão e Circo. Barriga cheia e gozo dos sentidos. Este era o ideal pagão de vida, da antiga civilização romana. Veio depois o Evangelho para transformar os pagãos em homens novos, novas mentalidades, novo estilo de vida. Para lá do útil e do fútil, do pão e do circo, havia lugar para a esperança e para o sentido, para a verdade e para o amor.

Jesus encontrou, no seu tempo gente assim, de «pão e circo». Gente que ficou de barriga cheia e não teve fome de mais nada. «Vós procurais-me não porque vistes milagres, mas porque comestes dos pães e ficastes saciados»!

Os tempos pós-modernos marcam o regresso do paganismo, por esta fome de nada, na fruição e no vazio. É um paganismo total. Embora Deus não seja negado ou perseguido, é esquecido e dispensado. Vive-se, na prática, como se Ele não existisse. O mal desta geração é que, sem projecto nem sentido, carece de uma esperança, vagabundeia no incerto, não se apega a nada, não pergunta coisa nenhuma, come e cala...

Mas este «Inverno do Espírito» parece querer ressuscitar em novas prima­veras. Na verdade, a par deste paganismo já começamos a sentir que o nada leva nada e que, no fundo desta desilusão, há uma Vida para lá da vida, um outro pão que faz falta para não morrer antes de morrer.

Cristo apela-nos a procurar a Vida para lá da Vida, a trabalhar pelo que não perece, a aspirar pelo mais além, a ter fome de outro Pão. Agir e viver sem esperança vai além das nossas forças. «Dá-nos sempre desse Pão»! (AG94)

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