sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Dia Mundial da Paz - 1 janeiro 2012

Dia Mundial da Paz
“Educar os jovens para a justiça e para a paz”.
Educar para a Paz é uma tarefa que compete não só aos pais e professores, mas também às instituições sociais, às igrejas, aos meios de comunicação social e a toda a sociedade em geral.

A iniciativa de dedicar o primeiro dia do novo ano à Paz surgiu em 1968, sendo então Papa Paulo VI. Embora partindo da Igreja Católica esta iniciativa nunca teve a pretensão “de ser qualificada como exclusivamente religiosa ou católica”, pois a Paz é um assunto transversal a toda a sociedade e a qualquer religião. Tal como então disse Paulo VI, esta iniciativa é aberta “à adesão de todos os verdadeiros amigos da Paz, como se se tratasse de uma iniciativa própria”.

Desde essa data até hoje numerosas foram as mensagens dedicadas ao tema da pedagogia da paz, não só pelo próprio Paulo VI, mas também por João Paulo II e pelo seu sucessor, Bento XVI, os quais com as suas mensagens ao mundo, no primeiro dia de cada ano, ao longo destes 45 anos, bem podem ser considerados “clarividentes obreiros da paz” tal como os definiu o atual Papa na sua primeira mensagem para este dia.

O próximo Domingo será, pois o 45.º Dia Mundial da Paz, para o qual Bento XVI escolheu como tema “Educar os jovens para a justiça e para a paz”.

Nessa sua mensagem, apesar da frustração e da crise que aflige a sociedade, o mundo do trabalho e a economia o Papa convida as pessoas a olharem o ano de 2012 com uma atitude confiante e, reafirmando que a Igreja olha para os jovens com esperança, dirige-se sobretudo aos jovens “convencido de que eles podem, com o seu entusiasmo e idealismo, oferecer uma nova esperança ao mundo”.

A importância da família e dos média

Abordando um dos temas que lhe é muito caro, a família, que o Papa considera como ”a primeira escola, onde se educa para a justiça e a paz”, Bento XVI reafirma que os pais são os primeiros educadores e que a família é célula originária da sociedade pois é nela “que os filhos aprendem os valores humanos e cristãos que permitem uma convivência construtiva e pacífica”.

Nesta sua mensagem, além dos jovens e da família o Papa dirige-se também aos responsáveis das instituições com tarefas educativas, bem como aos responsáveis políticos, pedindo-lhes que ajudem concretamente as famílias e as instituições educativas a exercerem o seu direito-dever de educar e solicitando-lhes que jamais deixem de dar um “adequado apoio à maternidade e à paternidade”.

Consciente da contribuição educativa dos media na sociedade atual, e conhecendo que a função dos meios de comunicação não é apenas informar, mas também formar o espírito dos seus destinatários, o Papa salienta a ligação estreitíssima que existe entre educação e comunicação, a qual pode influir positiva ou negativamente na formação da pessoa.

Nesta sua mensagem, ao falar da educação para a verdade e para a liberdade, para a justiça e para a paz, o Papa lembra que «a paz não é só ausência de guerra, nem se limita a assegurar o equilíbrio das forças adversas”. A paz é fruto da justiça e efeito da caridade e é, antes de mais nada, dom de Deus. No entanto, adverte Bento XVI, “a paz, porém, não é apenas dom a ser recebido, mas obra a ser construída”.

A mensagem do Papa para este 45º Dia Mundial da Paz termina com um forte apelo aos jovens que ele considera serem “ um dom precioso para a sociedade”:

“Diante das dificuldades, não vos deixeis invadir pelo desânimo, nem vos abandoneis a falsas soluções, que frequentemente se apresentam como o caminho mais fácil para superar os problemas. Não tenhais medo de vos empenhar, de enfrentar a fadiga e o sacrifício, de optar por caminhos que requerem fidelidade e constância, humildade e dedicação. Vivei com confiança a vossa juventude e os anseios profundos que sentis de felicidade, verdade, beleza e amor verdadeiro. Vivei intensamente esta fase da vida, tão rica e cheia de entusiasmo”.

José Cerca

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