quinta-feira, 8 de setembro de 2011

No perdão, falham todas as contas!

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Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou-Lhe:
«Se meu irmão me ofender, quantas vezes deverei perdoar-lhe? Até sete vezes?»
Jesus respondeu:
«Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete».
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Contas erradas na contabilidade de Pedro. Isto do perdão é mesmo para arrumar com a matemática. Pedro quis embrulhar em números as coisas de Deus e errou na medida. Atirou alto o palpite, julgando-se no «top da misericórdia», e o Mestre resolveu-se a multiplicar por setenta. Exactamente a medida que era prescrita na velha Lei para a vingança. Só que, desta feita, eram setenta vezes sete...vezes a perdoar.

Não sei se Pedro se deu ao trabalho da multiplicação. Mas se alguém tiver calculadora à mão, verá que isto de setenta vezes sete são 490 vezes. Ora eu estou convencido de três coisas nesta conta: ninguém nos ofende tantas vezes, por muito perito que seja no pecado. E quem é capaz de perdoar uma, duas, três e até sete vezes, perde a conta e é capaz de perdoar sempre. E que se alguém só perdoou uma só vez ou só sete vezes, na verdade nunca soube o que era perdoar. Por isso, em matéria de perdão, a matemática entra em crise. 70x7 é igual a «sempre».

No fim, Jesus ainda exige mais: não apenas «sempre», mas também «do íntimo do coração».

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