quinta-feira, 25 de junho de 2009

Festa de S.João das Costeiras

Festa de S.João das Costeiras
Festa popular em tempo de crise


Não havia mordomos para fazerem a festa este ano, na capela de S.João das Costeiras, ali mesmo ao lado do antigo campo de futebol. E o facto foi comunicado ao pároco, Pe. João Pedro Bizarro que, de imediato, sugeriu que se arranjassem umas sardinhas que a festa havia de se fazer. E fez-se!
Fez-se sem foguetes perigosos, nem conjunto musicais dispendiosos.
Fez-se sem cartazes afixados nas paredes, nem peditórios, de porta em porta. Fez-se sem leilões para arranjar dinheiro, nem bandas musicais para cantar a Missa.
A festa fez-se e o convívio entre os paroquianos que apareceram, ao fim da tarde, aconteceu espontaneamente.
Com a capela completamente cheia, o pároco celebrou a Missa, um grupo de pessoas animou-a musicalmente e o S.João teve a sua festa, simples, mas digna de quem foi o precursor de Cristo, há mais de dois mil anos.
Depois da Missa e no amplo recinto da capela, completamente limpo pela Junta de Freguesia de Arouca, fez-se o convívio com fêveras grelhadas, sardinhas assadas, boroa caseira, caldo verde e o indispensável tinto da região.
Depois de sossegada a fome, a música enlatada animou o bailarico, que a noite estava agradável e o espaço convidava a um pé de dança, a que nem os mais idosos conseguiram resistir.
Enquanto o convívio decorria, no adro, em cima de uma mesa, frente ao palco, uma caixinha convidava os presentes a um segundo “Ofertório” de modo a que, quem o desejasse, pudesse também sentir-se, desse modo, participante e contribuinte nesta singela e popular festa a S.João. Sem grandes orçamentos, nem dispendiosos programas festivos, mas com alguma imaginação e muita vontade de uns tantos devotos do Santo, assim se fez a festa ao S.João das Costeiras, num ano dito de crise.
Mas enquanto não houver crise de ideias, nem de vontades, nenhuma crise vencerá.
Que o exemplo seja seguido. Que a lição seja aprendida!

José Cerca

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