quinta-feira, 21 de junho de 2012

Numa barca, um dia...


Naquele tempo, numa barca, um dia,
Jesus, cansado, tinha adormecido!

E levanta-se o mar embravecido
pelo rijo soprar da ventania...

Remavam os discípulos sem guia,
no pequeno batel quase perdido.

E cheios de um terror indefinido,
acordaram o Mestre que dormia.

Ergueu-se e disse às vagas, sem tardança:
Aquietai-Vos! E logo houve bonança...
Que temeis? - aos discípulos volveu -
Homens de pouca fé
E eles tornaram: «Quem é este Homem»?
Murmuraram... A quem a tempestade obedeceu?” 


É neste clima poético de silêncio e espanto, que nos abeiramos do mistério humilde da presença escondida de Deus. Vamos fazê-lo, reconhecendo a nossa pouca fé e invocando a misericórdia do Senhor:

Senhor, porque no meio das crises, desfalecemos, ancorados nos nossos limites, tende piedade de nós;

Cristo, porque no seio das tempestades desconfiamos da vossa presença e gritamos desesperados contra vós, tende piedade de nós!

Senhor, porque vivemos por nós próprios e para nós próprios, por nossa conta e risco, tende piedade de nós!

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