quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Uma pergunta... uma resposta...

Uma pergunta:

Foi lá para os lados de Cesareia. Ia já longo o caminho percorrido. Antes de avançar, Jesus deita contas à Vida. Vamos lá saber: que dizem para aí que é o Filho do Homem? E a resposta saiu fácil. Uns que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas. Tudo gente importante e do passado. E como a pergunta era sobre o que diziam os outros, nem custou nada responder. Jesus percebeu pelas respostas que havia por ali alguma confusão. Que, para muitos, ele não passava de mais um profeta, entre tantos, uma reedição de uma figura do passado. Quando afinal Ele era muito mais que isso. A sua novidade comprometia o futuro. Por isso, Jesus não resiste a uma directa: «E vós, quem dizeis que Eu sou»? Olharam uns para os outros. Imagino. E como era difícil! Nem sequer o Catecismo estava à mão. Ainda por cima Jesus não pedia fórmulas sabidas de cor, aprendidas na infância. Jesus queria uma resposta pessoal. E aí é que as coisas se complicam. Voltaram a olhar uns para os outros. Puseram os olhos em Jesus. Recordaram as suas palavras. Lembraram os seus gestos. Na falta de cabeça, olharam o coração.

Uma resposta:

E, no fim, é Pedro que fala. Fala por si e pelos outros. Afinal o que Ele sabia e sentia e vivia, tinha-o aprendido, sentido e vivido com os outros, à volta de Jesus. Por isso tomou a Palavra e disse:«Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo»!

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