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Referiu que «o presente ano pastoral pretende o crescimento de todos e de cada um na corresponsabilidade para a missão, preparando com São Paulo a missão diocesana de 2010.»
Fazendo uma leitura da actual realidade religiosa em Portugal, afirmou que «não andaria longe disso o que Cristo encontrou em Jerusalém, como ouvimos: religiosidade intensa, decerto, mas muito por purificar, no culto verdadeiro que Ele mesmo representava. Mas nisto mesmo encontramos a grande urgência pastoral de redefinir e reconfigurar a vida comunitária, dada a nova sociologia geral em que tem de assentar.»
Para o futuro da nossa Diocese do Porto e da Igreja portuguesa, o senhor Bispo afirmou ainda que «os números são o que são e, a curto prazo, teremos menos padres e menos celebrações eucarísticas, em menos locais. Ninguém se iluda, alheie ou adie, quanto a esta certíssima realidade. Aliás, há sinais de esperança, quer no aumento de pré-seminaristas e seminaristas, quer na colaboração generosa dos religiosos na vida diocesana, quer nos muitos e promissores candidatos ao diaconado permanente. Mas só se concretizarão a médio prazo e temos de crescer muito na oração e no interesse pelas vocações, não só no respectivo serviço diocesano mas, antes de mais, nas famílias e nas comunidades cristãs.»
Na certeza de que a sua voz de pastor seria escutada em todos os cantos da Diocese do Porto, D. Manuel Clemente pediu «para se avançar na partilha pastoral e na acção conjunta de padres seculares e religiosos, diáconos, consagrados e leigos. Conto muito convosco, caríssimos vigários e adjuntos, para motivardes os vossos colegas sacerdotes e o Povo de Deus em geral das vossas áreas, para uma vida eclesial mais autêntica, como “corpo de Cristo”, diversificado e complementar nos seus membros, mas presente e actuante num mundo que já não consente compartimentos estanques, nem social nem culturalmente falando. TUDO QUANTO PODERDES FAZER E FOMENTAR INTER-COMUNITARIAMENTE RESPONDERÁ MELHOR À ACTUALIDADE E ANTECIPARÁ UM FUTURO TÃO INEVITÁVEL COMO PROMISSOR.»
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